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terça-feira, 15 de setembro de 2026
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O dia em que não fui demitido

Um erro grave no início da carreira virou a maior lição sobre liderança humanizada e como tratar jovens talentos com paciência.

15/07/2026 99 leituras
O dia em que não fui demitido

Eu era um recém formado professor de Educação Física, e me achava auto suficiente na recém profissão.

Consegui meu primeiro emprego CLT graças a bondade do mantenedor da escola que sempre dizia ser importante dar a primeira oportunidade em para uma parte dos funcionários que contratava. Era bondade mesmo, não havia diferença de salários entre um antigo e um recém contratado.

Certo dia, no mais alto da minha confiança cometi um dos erros mais absurdos que um professor pode cometer.

Confiei na palavra do aluno, de 12 ou 13 anos (não me lembro exatamente) e o levei para um jogo fora da escola, sem autorização por escrito dos responsáveis.

Quando voltamos a mãe estava indignada (com toda razão).
E toda direção da escola também.

No entanto, ao invés da demissão, levei uma advertência verbal, daquelas que talvez a demissão fosse mais suave.

Portas fechadas com os dois mantenedores. Uma advertência bem dada, sem desrespeitar e levando em conta a inexperiência e minha prepotência da época, tipica de recém formados.

Depois disso foram 14 anos sem uma única chamada.

Isso me ensinou muito sobre como tratar jovens talentos com paciência e como dar oportunidades.

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